Os investimentos para iniciantes podem parecer complicados, mas o básico é simples: diversifique. Colocar todo o dinheiro em um único ativo (uma ação, um fundo, uma propriedade) é arriscado.
Se esse ativo desvalorizar, você perde tudo. A diversificação reduz o risco. Neste artigo, você encontrará nove dicas para montar uma carteira equilibrada. Acompanhe!
Confira 9 dicas de investimentos para iniciantes para diversificar a carteira
1. Comece pela reserva de emergência (não por ações)
Antes de qualquer investimento, você precisa de dinheiro guardado para imprevistos. A reserva de emergência cobre 6 meses de custos de vida.
Para investimentos para iniciantes, a reserva deve estar em ativos de liquidez diária (Tesouro Selic, CDB com liquidez diária, poupança). O objetivo não é rentabilidade; é segurança.
Entre as opções de diversificação, os ativos reais ainda figuram como alternativa relevante para investidores de perfil mais conservador.
Não por acaso, a procura por imóveis em regiões consolidadas da capital paulista segue aquecida, e uma imobiliária no tatuapé costuma registrar movimentação tanto de quem busca renda passiva via locação quanto de quem visa a valorização patrimonial no médio prazo.
A reserva de emergência não pode ficar em ações. Ação pode cair 30% no mês que você precisar do dinheiro.
2. Renda fixa: Tesouro Direto e CDB
Renda fixa significa que você sabe quanto vai receber no vencimento. O risco é baixo.
Nos investimentos para iniciantes, o Tesouro Selic (pós-fixado) é o mais seguro. O Tesouro IPCA+ (prefixado com inflação) protege contra a alta de preços. O CDB de bancão com liquidez diária também é seguro.
O Tesouro prefixado (taxa fixa) é arriscado para curto prazo. Se a inflação subir, seu retorno real pode ser negativo.
3. Fundos Imobiliários (FIIs) para renda mensal
FIIs são cotas de empreendimentos imobiliários (shoppings, galpões logísticos, lajes corporativas). Eles pagam aluguel mensal aos cotistas.
Para investimentos para iniciantes, os FIIs de galpão logístico (renda estável) e de CRI (crédito imobiliário) são os mais seguros. Os FIIs de shopping são mais voláteis.
O rendimento mensal dos FIIs é isento de imposto de renda para pessoa física. O dividendo é creditado na conta.
4. Ações de empresas consolidadas (dividendos)
Ações de empresas grandes e lucrativas (blue chips) pagam dividendos regulares. O preço varia menos.
Nos investimentos para iniciantes, comece com empresas do Ibovespa (PETR4, VALE3, ITUB4). Evite ações de empresas pequenas (small caps) e de turnaround (empresas em recuperação).
O longo prazo é amigo das ações. Compre e esqueça por 5 anos. A ansiedade de olhar o preço todo dia atrapalha.
5. ETF (Exchange Traded Fund) de índice
ETF é uma cesta de ações que replica um índice (Ibovespa, S&P 500). Você compra um único ETF e já está diversificado.
Para investimentos para iniciantes, o ETF de Índice (BOVA11, IVVB11) é a diversificação mais barata. A taxa de administração é baixa (0,3% ao ano).
Comprar 10 ações diferentes custa caro (corretagem, spread). Comprar um ETF de índice custa uma única operação.
6. Previdência privada (PGBL) para benefício fiscal
Se você faz declaração de IR completa, o PGBL deduz até 12% da sua renda tributável. A economia de imposto pode ser grande.
Nos investimentos para iniciantes, a previdência com taxa de administração baixa (abaixo de 1,5% ao ano) e sem taxa de carregamento (entrada) é a melhor. O VGBL (para declaração simplificada) não tem benefício fiscal.
A previdência não é investimento, é planejamento sucessório. O dinheiro não vai para o inventário.
7. Títulos públicos internacionais (Treasury Bonds)
O Tesouro Direto americano (Treasury Bonds) paga juros em dólar. A proteção cambial contra o real é relevante.
Para investimentos para iniciantes, o ETF de Treasury Bonds de curto prazo (SHY) é o mais seguro. O ETF de título de longo prazo (TLT) oscila muito com as taxas de juros.
O dólar variou 30% em um ano. O título que paga 5% ao ano em dólar pode render 35% em reais.
8. Diversificação por classes de ativos (não só por papéis)
Ter 10 ações de bancos diferentes não é diversificação. É concentração no setor financeiro.
Nos investimentos para iniciantes, a diversificação deve ser entre classes: renda fixa (Tesouro), renda variável (ações, FIIs), internacional (ETFs), ativos reais (imóveis). A correlação entre classes é baixa.
Quando a ação cai, o título público sobe. A carteira diversifica perde menos.
9. Rebalanceamento anual da carteira
Depois de um ano, alguns ativos valorizaram mais que outros. Sua carteira original de 50% RF / 50% RV virou 30% RF / 70% RV. Você está mais exposto a risco do que planejou.
Para investimentos para iniciantes, o rebalanceamento vende o que subiu e compra o que caiu para voltar à proporção original. A venda de ativos que valorizaram realiza lucro.
O rebalanceamento é automático (faça uma vez por ano, na mesma data). A disciplina de não tentar adivinhar o momento do mercado é a vantagem. Com essas nove dicas, sua carteira de investimentos para iniciantes será diversificada, de baixo risco e adequada ao seu perfil. Lembre-se: o tempo é seu maior aliado. Comece hoje. Até a próxima!
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